Barreiro e Seixal unidos por uma ponte. Só para peões e bicicletas

Os concelhos do Barreiro e Seixal deverão voltar a ter uma ponte a uni-los, sobre a foz do rio Coina. Segundo o Diário de Notícias, o projecto contempla o aproveitamento do ramal ferroviário de Cacilhas, que não se chegou a concretizar, mas só se destina a quem ande a pé ou de bicicleta. O investimento será de quatro milhões de euros, repartidos por duas candidaturas a fundos comunitários no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Sustentável.

“É um projecto muito importante, até do ponto de vista histórico, porque retoma uma ligação entre os dois municípios, que vai ajudar a desenvolver toda a zona ribeirinha”, explicou ao DN o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto.

Segundo o responsável, “a ligação entre Barreiro e Seixal é fundamentalmente uma ligação entre comunidades, mas também temos a perspectiva turística, já que a rede ciclável continuará pela beira-rio”.

Junto à estação fluvial do concelho do Barreiro ainda estão os pilares em pedra da antiga ponte da Coina (na foto), onde o tráfego foi suspenso após ter sido danificada na sequência da colisão de um navio, a 18 de setembro de 1969, proveniente da Siderurgia Nacional.

O embate provocou uma derrocada da infraestrutura que tinha sido inaugurada em 1923 para ligar Setúbal a Lisboa pela linha ferroviária do Sado. Desde a colisão a ponte não voltou a ser reconstruída, tendo a ligação entre as duas margens passado a ser efectuada por barqueiros durante vários anos. Até deixar de ser efectuada.

Outras candidaturas
É ainda de olhos postos na requalificação de Alburrica e zonas adjacentes, nomeadamente a Doca Seca da CP, que o Barreiro juntou mais duas candidaturas a fundos comunitários no programa Lisboa 2020, num total de aproximadamente seis milhões de euros. A intervenção junto das comunidades desfavorecidas, dos centros históricos e da baía do Tejo também está contemplada no plano, bem como e a recuperação de edifícios, visando a promoção económica.

Uma das prioridades está centrada na intervenção em habitações degradadas que proliferam em vários bairros do concelho, e é neste âmbito que se enquadra a requalificação no eixo entre a Rua Brás até ao Largo 1.º de Maio. Com este projeto dirigido às comunidades desfavorecidas a autarquia quer conseguir “transformar a realidade do concelho” do ponto de vista da qualidade.

FontesGreen SaversDiário de Notícias.