Museu do Fuzileiro

MUSEU NAVAL DE VALE DE ZEBRO
Polo Museológico da Escola de Fuzileiros
Museu do Fuzileiro – Sala Museu
Data da Fundação: 03 de Junho de 1986

MUSEU NAVAL DE VALE DE ZEBRO

Breve Historial:
Dado o carácter histórico do edifício dos fornos de biscoito, mandado construir nos séc. XIII ou XIV, que se manteve activo até meados do séc. XIX, um «estabelecimento que faz honra à nação» (1856) é, depois de várias serventias, decidido, em 1986, recuperá-lo enquanto «Estabelecimento de Vale de Zebro» e, simultaneamente, nele alojar a memória do «Terço da Armada Real da Coroa de Portugal» a mais antiga unidade militar das nossas Forças Armadas e das suas sucessoras, até aos actuais Fuzileiros. Dado o seu estado, ocupa apenas uma das três alas dos 27 fornos, sem que tivesse sido possível recuperar integralmente qualquer deles.
O Museu, pela sua actividade, tem vindo a desempenhar um papel activo na vida cultural da região.

ACERVO
Colecções:
Caracterização das colecções com peças de temática relativa ao Mar (Por ordem decrescente do número de peças de temática relativa ao Mar):
1 – Condecorações
2 – Armas
3 – Uniformes

Peças de temática relativa ao Mar de valor mais representativo:
1 – Figura de porcelana de Oficial Fuzileiro da Armada Real (1709).
2 – Espada e pistola de Marinheiro Atirador Especial das Vergas (1797).
3 – Estandarte bordado a ouro da Brigada Real da Marinha (1804).
4 – Equipamento e espada de fuzileiro do Terço da Armada Real (1619 ?).
5 – Molde de Biscoito (reconstituição a partir de fragmentos) (séc. XVI ?).

Arquivos / Documentos:
– Papel: Manuais do séc. XIX e XX – Alguns Manuais de Movimentos Nacionalistas Africanos (capturados)
– Fotográfico: Papel (Provas fotográficas) em álbum ou cartonadas – cerca de 300.

Farda de Fuzileiro da Brigada Real da Marinha

OUTRAS INFORMAÇÕES 1
No estuário do rio Coina começava a estrada romana para o sul e no, séc. XVI, Damião de Góis refere a ligação fluvial diária a Lisboa que em 1851 passa a dispor de uma carreira de barcos a vapor. O Estabelecimento recebe Regimento (1653) de D. João IV e em 1762, depois de sete anos, volta à Coroa e o Marquês de Pombal manda-lhe acrescentar uma terceira coxia com mais 9 fornos. Em 1835 passa à Marinha e o fabrico do biscoito vai até c. 1851. A recuperação e a remodelação do edifício foi feita por Fuzileiros e o aparelho construtivo foi deixado à vista, bem como o pouco lageado original e alguns elementos dos fornos. Numa sala está instalado um Memorial a todos os Fuzileiros falecidos em combate no Ultramar (1961-1974).
1-Ver «O Edificado Histórico de Vale de Zebro No Presente» – Hernâni Vidal de Resende – 1ªs Jornadas Arqueológicas e do Património da Corda Ribeirinha Sul.

Encontra-se disponível no site oficial da Marinha Portuguesa um sub-portal que permite realizar uma Visita Virtual à Sala Museu do Fuzileiro.

Fontes: Museu da Marinha  e Site oficial do Corpo de Fuzileiros