Muleta do Barreiro

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Embarcação de pesca utilizada pelos pescadores dos esteiros da margem sul do rio Tejo (Barreiro e Seixal), que atravessavam a barra para lançar redes entre o Cabo da Rocha e o Cabo Espichel.

No seu complexo jogo de panos, uma Muleta do Barreiro é retratada por João Vaz, artista adepto das fainas marítimas ao longo da costa portuguesa.

Muleta do Barreiro

É uma das embarcações mais complexas de Portugal e infelizmente nenhuma sobreviveu até aos nossos dias. É outra das nossas facetas icónicas na construção naval que um dia terá de ser reavivada, pois é uma embarcação do maior interesse técnico e visual.

A muleta de pesca, pela sua forma original pitoresca é certamente a embarcação regional portuguesa mais conhecida em todo o mundo. Era usada unicamente na arte da tarantanha, uma arte de arrasto pelo través. A muleta apresentava fundo largo e chato, proa dentada excessivamente boleada e popa inclinada.
O aparelho da muleta era composto por um mastro muito inclinado para vante, onde içava a verga, uma grande vela latina triangular e dois batelós (paus compridos) deitados pela popa e proa que serviam para amurar e caçar as outras velas e, ao mesmo tempo, para nas extremidades amarrarem os cabos que seguravam a rede da tarantanha.

Apesar da sua estranha aparência, a muleta é uma embarcação altamente equipada para a pesca. Emprega redes tanto à deriva como no arrasto e é perfeitamente adaptada ao seu trabalho.
A sua grande vela latina, num mastro inclinado para a proa (a parte da frente), e o resto do seu equipamento de velejar dão-lhe uma enorme propulsão.
Tem características pertencentes a três povos muito distanciados entre si no tempo e no espaço:
– A proa eriçada de pontas de ferro é idêntica à de uma “nave longa” normanda, couraçada, que se chamava jarnbardí.
– O olho pintado em vivas cores na proa é tradicionalmente mediterrânico.
– O casco em forma de cuba e as derivas laterais lembram o hektjalk oitocentistas dos Países Baixos.

Muleta de Pesca ou Muleta de Tartaranha

Muleta de Pesca ou Muleta de Tartaranha era uma embarcação possante, marcada por alguma agressividade estética, o que lhe conferia um aspecto algo bélico. O seu “emaranhado” de velas permitia fazer uso da força do vento para deslocar a embarcação lateralmente, desenvolvendo-se uma técnica de arrasto pelo través, fundamental para a actividade piscatória, muito utilizada pelos pescadores do Barreiro e do Seixal.

A sua silhueta agressiva e inconfundível marcou a paisagem fluvial do Tejo, durante mais de quatro séculos, tendo o século XX e os seus carrascos ditado a sua sentença de morte.
Conhecida pelo envergar de um notável velame, composto de 6 a 7 pequenas velas (toldos, muletins, varredouras e cozinheira) e uma enorme vela latina armada em bastarda, permitiam que, a Muleta, pescasse de través com artes de arrastar. Pescadores, carpinteiros, homens de mar desafiaram a física usando pequenas velas compensando as velas de ré, para que a embarcação se mantivesse atravessada enquanto arrastava.

«rocegando o fundo com uma rede de arrasto – a tartaranha – rebocada e ligada aos batelós – à proa e à popa descaindo com o vento, isto é, arrastando de lado».
in Revista da Armada

Fontes: JÚNIOR.TE.PTRevista da Armada, nº 48.1975 e Arte marítima, por António Fangueiro.

Barreiro e Seixal unidos por uma ponte. Só para peões e bicicletas

Os concelhos do Barreiro e Seixal deverão voltar a ter uma ponte a uni-los, sobre a foz do rio Coina. Segundo o Diário de Notícias, o projecto contempla o aproveitamento do ramal ferroviário de Cacilhas, que não se chegou a concretizar, mas só se destina a quem ande a pé ou de bicicleta. O investimento será de quatro milhões de euros, repartidos por duas candidaturas a fundos comunitários no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Sustentável.

“É um projecto muito importante, até do ponto de vista histórico, porque retoma uma ligação entre os dois municípios, que vai ajudar a desenvolver toda a zona ribeirinha”, explicou ao DN o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto.

Segundo o responsável, “a ligação entre Barreiro e Seixal é fundamentalmente uma ligação entre comunidades, mas também temos a perspectiva turística, já que a rede ciclável continuará pela beira-rio”.

Junto à estação fluvial do concelho do Barreiro ainda estão os pilares em pedra da antiga ponte da Coina (na foto), onde o tráfego foi suspenso após ter sido danificada na sequência da colisão de um navio, a 18 de setembro de 1969, proveniente da Siderurgia Nacional.

O embate provocou uma derrocada da infraestrutura que tinha sido inaugurada em 1923 para ligar Setúbal a Lisboa pela linha ferroviária do Sado. Desde a colisão a ponte não voltou a ser reconstruída, tendo a ligação entre as duas margens passado a ser efectuada por barqueiros durante vários anos. Até deixar de ser efectuada.

Outras candidaturas
É ainda de olhos postos na requalificação de Alburrica e zonas adjacentes, nomeadamente a Doca Seca da CP, que o Barreiro juntou mais duas candidaturas a fundos comunitários no programa Lisboa 2020, num total de aproximadamente seis milhões de euros. A intervenção junto das comunidades desfavorecidas, dos centros históricos e da baía do Tejo também está contemplada no plano, bem como e a recuperação de edifícios, visando a promoção económica.

Uma das prioridades está centrada na intervenção em habitações degradadas que proliferam em vários bairros do concelho, e é neste âmbito que se enquadra a requalificação no eixo entre a Rua Brás até ao Largo 1.º de Maio. Com este projeto dirigido às comunidades desfavorecidas a autarquia quer conseguir “transformar a realidade do concelho” do ponto de vista da qualidade.

FontesGreen SaversDiário de Notícias.

Augusto Neves de Sousa – Cidadão Nobre

Descubra os motivos que levaram a Nobre Casa de Cidadania a atribuir o título Cidadão Nobre a este cidadão.

Augusto Neves de Sousa

“Por ajudar diariamente cidadãos com deficiência e crianças e jovens em risco na Associação Rumo e na Nós – Associação de Pais e Técnicos para Integração do Deficiente, no Barreiro, facilitando o acesso de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho. Um Acto Nobre que pratica diariamente desde 1978 e que inspira os seus pares, pela extrema dedicação, perseverança e disponibilidade.”

Augusto Neves de Sousa, Domingos Silva, Maria do Céu da Conceição, Maria Gabriel Sousa e Hélder José Pereira esta semana foram homenageados pela Comissão de Honra da Nobre Casa de Cidadania, por actos reconhecidos de “excepcional nobreza em benefícios de terceiros e sem qualquer interesse pessoal”.

A cerimónia realizou-se no Pavilhão das Galeotas, em Lisboa, e reuniu cerca de 70 pessoas – incluindo outros cidadãos agraciados e respectivas famílias. “Ajudar cidadãos com deficiência e jovens em risco, fundar uma instituição, dedicar a própria vida em prol dos outros, transformar sofrimento em sorrisos e entrar numa casa em chamas foram os Actos Nobres que se evidenciaram e que revelam valores de integridade, honra e humanidade”, explicou a organização em comunicado.

Os Actos dos cidadãos homenageados com o Título Cidadão Nobre são “exemplo de uma sociedade humana, e inspiradora, da qual fazem parte cidadãos exemplares que, sem hesitar, fizeram a diferença ao encher de esperança a vida” de quem se cruzou no seu caminho.

Fonte: Green Savers

D. Manuel Martins gostaria de uma sociedade que não se deixasse manipular

Bispo emérito de Setúbal reeditou livro apresentado por Ramalho Eanes. Ex-Presidente disse que não podemos só intervir de quatro em quatro anos nas eleições.

A sociedade portuguesa não está suficientemente preparada para exigir aos políticos que prestem contas da sua acção. A ideia foi defendida por D. Manuel Martins.

“Se formos ler os 55 artigos da Constituição Portuguesa, do 24 ao 79, que fala dos Direitos, Liberdades e Garantias, tenho uma pena muito grande que a nossa gente não seja obrigada na escola a decorar estes deveres porque está ali consignado tudo aquilo que diz respeito à salvaguarda da nossa dignidade”, disse.

D. Manuel Martins acrescenta que, a partir daí, “não nos deixaríamos facilmente manipular por qualquer espécie de políticas ou qualquer espécie de políticos”.

O bispo emérito de Setúbal lançou esta quarta-feira no Porto uma reedição da obra “Pregões de Esperança”, originalmente editada em 1997 como retrato da grave crise económica e social na zona de Setúbal.

Dezassete anos depois, o livro acrescenta novos textos mais actuais. Com o dedo crítico apontado ao poder político, mas também a uma sociedade que, diz D. Manuel Martins, não está preparada para defender os seus próprios direitos.

A obra agora reeditada foi apresentada no Porto por António Ramalho Eanes. O antigo Presidente da República defende que o país não pode estar permanentemente à espera das eleições para exigir uma mudança de rumo.

“Não podemos esperar que o Estado tenha um comportamento permanentemente ético e correcto, sempre competente. O que temos é nós – sociedade – que dialogar com o Estado para obrigar a respeitar os compromissos que assumiu connosco e que, no essencial, têm como finalidade defender o bem comum. Não podemos estar à espera para dizer o que queremos de quatro em quatro anos”, refere.

Fonte: Sítio da Rádio Renascença, data: 2014-11-13

Ghump – A app portuguesa que promete ser um sucesso

Acaba de ser lançada uma nova aplicação para iPhone e iPad. O que tem de especial? É Portuguesa, é grátis e promete ser das aplicações mais úteis para os utilizadores isto porque permite visualizar, em tempo real, fotografias de um iPhone/iPad em ecrãs maiores, como uma TV, PC ou qualquer outro  dispositivo com ligação à Internet.

Ghump é uma app/serviço criado pelo português Pedro Correia, programador residente no Barreiro, que permite revolucionar a forma como mostramos/apresentamos as nossas fotografias.O Ghump é muito simples de usar, não existindo a necessidade de usar cabos e sem necessidade de  instalar qualquer tipo de software adicional.

Ghump permite seleccionar entre dois modos de upload (velocidade ou qualidade). É ainda possível alternar entre fotografias, guardá-las ou mesmo fazer zoom e arrastar em tempo real.

Para utilizar a aplicação bastam apenas três passos:

Imagine que está numa festa e quer mostrar aquela fotografia cómica que tem no iPhone numa TV para todos a verem. Basta aceder a www.ghump.com na TV e apontar o iPhone para a mesma. A fotografia irá aparecer na TV, em segundos.” referiu Pedro Correia.

Este sistema funciona com um serviço de armazenamento da Amazon, onde as fotografias são  automaticamente eliminadas do servidor após 24h por questões de funcionalidade e privacidade. Novas funcionalidades, bem como a versão para Android, estão já a ser desenvolvidas.

Sem cabos de transferência. Basta estar ligado à Internet. É assim que funciona a Ghump, que está disponível gratuitamente na App Store em http://app.ghump.com 

Fonte: pplware criado por

 

Pedro Correia “app para iOS”

Aplicação que transfere fotos do telemóvel para a TV sem usar cabos

Ghump, app gratuita para iOS criada por um português, residente no Barreiro, é um dos últimos exemplos de um mercado que está a crescer por cá.

Em segundos, e sem qualquer cabo, pode transferir qualquer fotografia e partilhá-la com todos na televisão. Esta é ideia que esteve na base da criação da Ghump, uma aplicação gratuita para iOS criada pelo português Pedro Correia.

Não é programador nem tem qualquer tipo de formação na área. Pedro, de 27 anos, toma conta de crianças numa instituição de solidariedade social. Ou melhor, é essa a sua ocupação principal, porque também tem uma empresa de filmagens aéreas e uma banda – Caelum”s Edge – de “rock espacial”.

Além disso, gosta de programar. É curioso com tudo o que diz respeito às novas tecnologias: aos 12 anos já adorava computadores e aos 13 criou um aspirador que rodava sozinho. Mais recentemente lançou uma app com frases de Fernando Pessoa e outras duas que serviram de testes para a Ghump.

O funcionamento da aplicação é bastante simples. Depois de abrir o site na televisão ou no dispositivo onde quer ver a imagem, vai aparecer um código QR que deve ser lido pelo telemóvel onde tem a fotografia e onde instalou previamente a aplicação. A partir daí, as fotos que escolher no iPhone vão aparecer no ecrã.

Fonte: Diário de Notícias.

Satélite atmosférico produzido no Barreiro

Está a nascer no Barreiro o Skyorbiter LA25, um aparelho voador não tripulado que pode resolver problemas especialmente às populações de zonas remotas. Mas não só.

A máquina cruza capacidades de um satélite com aquilo a que tradicionalmente chamamos drone. Um satélite atmosférico com duas semanas de autonomia de voo, e uma envergadura de mais de 22 metros.

Um grupo de investigadores portugueses quer mostrar o aparelho no ar e as primeiras apresentações, nos mercados internacionais, foram animadoras.

Agora, está à espera de uma pista para levantar voo.

Fonte: TSF RÁDIO NOTÍCIAS

É português o 1º drone capaz de dar a volta ao mundo sem reabastecer

A empresa portuguesa Quarkson anuncia que desenvolveu o 1º drone com capacidade para dar a volta ao planeta sem reabastecer e fornecer Internet a 2/3 da população mundial.

Além de funcionar como drone, o SkyOrbiter LA25 pode funcionar como satélite de comunicações, proporcionando internet a áreas remotas (e onde é muito difícil instalar redes físicas).

A empresa assegura que os seus SkyOrbiters podem levar Internet a dois terços da população mundial, que atualmente não dispõem deste meio de comunicação.

Este projeto foi reconhecido como de Interesse Estratégico para a Economia Nacional em julho do ano passado.

Numa informação enviada aos jornalistas, a Quarkson diz ter realizado «algo pioneiro no mundo e que muitas universidades, empresas, e até países ainda não conseguiram desenvolver».

Fonte: TSF RÁDIO NOTÍCIAS

Garrett McNamara diverte-se a surfar a “Gasoline” no Barreiro

O surfista norte-americano Garrett MaNamara, conhecido internacionalmente por surfar ondas gigantes, esteve hoje no Barreiro, “divertindo-se” a experimentar a ‘Gasoline, a onda gerada pela passagem dos catamarans no rio Tejo.

McNamara chegou à praia do Bico Mexilhoeiro, no Barreiro, próxima do terminal fluvial, por volta das sete da manhã, e passou cerca de duas horas dentro de água para a sua primeira experiência com a ‘Gasoline’, a onda formada pela passagem dos barcos que transportam passageiros entre Barreiro e Lisboa (Terreiro do Paço).

Depois de algumas ondas bem-sucedidas e outras falhadas, McNamara saiu das águas do Tejo satisfeito com a experiência, garantindo ter-se “divertido bastante” e afirmando ter vontade de regressar.

Logo pelas sete da manhã havia muita gente na praia do Bico do Mexilhoeiro, local onde quebram as ondas provocadas pela passagem dos catamarans, com jornalistas e populares, sobretudo crianças e jovens a juntarem-se para ver o atleta em acção num local improvável.

A ‘Gasoline’ chega a atingir 150 metros de comprimento e a sua peculiaridade reside no facto de depender de condições específicas que só se verificam cerca de seis dias por mês, quando a “maré está vazia, é hora de ponta e o barco está cheio”, segundo explicou à Lusa o surfista português Ricardo Carrajola.

Escola Superior de Tecnologia do Barreiro

Reconhecida como entidade formadora pela associação internacional CIOB - Chartered Institute of Building na área da Gestão da Construção.

A Escola Superior de Tecnologia do Barreiro do Instituto Politécnico de Setúbal inclui na sua oferta formativa a licenciatura em Gestão da Construção, sendo este curso uma das grandes apostas formativas da escola.

Com este reconhecimento da CIOB, os estudantes formados em Gestão da Construção passam a integrar esta rede profissional inglesa e beneficiar do prestígio e qualidade que está associado a esta associação internacional.

Fonte: Nota de imprensa do IPS

Varino Pestarola

Embarcações tradicionais do Tejo

As povoações ribeirinhas que constituem o concelho do Barreiro desenvolveram-se e progrediram através da sua forte ligação com o rio Tejo e Lisboa. Em toda a região do estuário do Tejo surgiram e evoluíram, desde a Idade Média, embarcações que procuraram responder às necessidades de transporte de pessoas e mercadorias dos quais se destacaram entre outras: o barco dos moios (transporte de sal), o bote de pinho (transporte de lenha), a muleta (pesca); a fragata, o batel, a falua e a canoa.

A partir da segunda metade do séc. XIX surge o varino, embarcação essencial de carga. Enverga um pano triangular latino num só mastro, e à proa uma pequena vela. Assegurava a circulação de bens (carvão, areia, cortiça, madeira, cereais, etc.) em toda a zona estuarina. Semelhante à fragata, distingue-se desta pela roda da proa bastante pronunciada, o fundo liso e sem quilha, o que lhe possibilitava navegar em águas pouco profundas.

Embarcação leve e airosa, apresenta uma decoração muito exuberante e de raiz popular. A proa é constituída geralmente, por um painel de cores garridas, em que contrastam o amarelo, o azul, o branco ou vermelho, sobre um fundo negro. Destacam-se os grandes ramalhetes e cercaduras de flores, onde sobressai a denominação da embarcação, executada com esmero. O seu interior é igualmente decorado, à volta da amurada, na escotilha do porão ou nas molduras e bandeiras das portas.

A origem do varino Pestarola ainda hoje é uma incógnita. No início dos anos 30 encontrava-se em Alhandra, nos mouchões do Tejo, com a designação de Camponês, possivelmente ao serviço da Companhia das Lezírias. Em 1946 é adquirido pelos Armazéns José Luís da Costa, sociedade de armadores e secagem de bacalhau, instalados em Palhais, para realizar o transbordo do pescado para a fábrica. Em 1999, a Câmara Municipal do Barreiro adquire o varino Pestarola com vista à salvaguarda e preservação do património cultural e ambiental. Assim, a recuperação e o restauro desta embarcação tradicional do Tejo, integra-se nas políticas da Autarquia em resgatar antigos saberes artesanais, ligados à construção naval em madeira, e em transmitir técnicas tradicionais de navegação à vela.

FonteCâmara Municipal do Barreiro